Durante todo o
TechEd Brasil 2010, a Microsoft demonstrou empenho em
popularizar a
computação "em nuvem", baseada no Windows Azure (
Academia Azure;
post do Waldemir
Cambiucci sobre como criar sua primeira aplicação "Hello Cloud",
leia um pouco mais;
Windows Azure Get Started, em
português;
Windows Azure Platform Ready;
Windows Intune para gerenciamento Web de
"aplicações na nuvem";
Azure no Twitter). Apesar de aplicações e serviços Web não serem novidade, os fornecedores afirmam que a
cloud computing (
na Wikipedia) - que envolve conceitos como
Software As A Service (SaaS),
Infrastructure as a Service (IaaS) e
Platform as a Service (PaaS) - oferece possibilidades de aplicações de negócio e de escritório com níveis de escalabilidade, infra-estrutura, virtualização de
desktop, integração de aplicações e serviços, áreas privadas e servidores dedicados que não existiam, no conjunto, na hospedagem em
hosts e nas aplicações
web tradicionais, nem tampouco nas soluções
in-house. O
Gartner Group vê a computação em nuvem como uma área de negócios em TI em rápido crescimento. Essa visão parece, pelo menos em parte, compartilhada por grandes fornecedores, como
Oracle,
Sun (
comprada pela Oracle),
IBM e, mais recentemente, por "novos"
players, como
Amazon e
Google. Por outro lado, há dúvidas sobre o cenário futuro para a Plataforma Azure e a computação em nuvem em geral, como questões legais (uma organização pública poderia colocar seus dados sob a guarda da Microsoft?; leia sobre a
opinião da Administração norte-americana e sobre eventos que envolvem o
governo brasileiro, o
CONSEGI 2010), de performance e nível de serviço limitada pela banda de Internet, de mercado e segurança (até que ponto uma grande corporação, como um grande banco comercial, colocaria seus dados sob a guarda de outra?) e de custo (será que o serviço acabará tendo como foco pequenas e médias empresas e negócios temporários, com venda de ingressos? Como esse modelo de negócio irá remunerar os fornecedores, como a Microsoft, Google, etc?). Outra questão a ser ponderada é até que ponto a migração para a nuvem da Microsoft, ou de outra empresa, poderia significar um
aprisionamento indesejado e imprevisto (
artigos sobre aprisionamento,
livro de Shapiro e Varian sobre economia da informação em inglês, em
em português) no futuro, no caso das empresas que fizerem esta opção agora. Essa mesma observação vale para a
adoção de outras tecnologias, inclusive a própria plataforma .NET e o
Silverlight, mas também para soluções e serviços de TI proprietários de outros fornecedores, mas a computação em nuvem oferece um novo cenário.
Richard Stallman, criador do sistema operacional
GNU e da
Free Software Foundation, por exemplo,
afirmou ao The Guardian que a cloud computing e as aplicações baseadas na Internet são uma armadilha para levar os clientes para aplicações proprietárias que ficarão cada vez mais caras ao longo do tempo (leia uma apresentação
PDF com vários outros tópicos sobre o tema.