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Grupo de 24 pesquisadores do The J. Craig Venter Institute,
incluindo Daniel G. Gibson
(entrevista
ao Science Watch sobre o impacto das publicações científicas), primeiro
autor, os pesquisadores seniores Hamilton Smith (na Wikipedia,
ganhador
do prêmio Nobel) e Clyde Hutchison
III (reportagem
sobre os pesquisadores no site do JCVI), e o próprio J. Craig Venter (geneticista
e empresário entrevistado pelo O Globo em 2007), anunciaram dia 20 de maio
de 2010 a criação da primeira
bactéria com genoma totalmente sintético, capaz de se auto-replicar. O DNA
sintetizado a partir de informações digitalizadas e de produtos químicos,
denominado 1.08-Mbp Mycoplasma mycoides JCVI-syn1.0, foi introduzido em
uma célula natural da Mycoplasma capricolum, da qual havia sido extraído
todo o DNA, resultando na criação da nova Mycoplasma mycoides (Fonte: Science
Express, D. G. Gibson et
al. Science doi:10.1126/science.1190719; 2010) (reportagem
sobre a pesquisa na Science) (vídeo
na TED, de Craig Venter, sobre a possibilidade de criação de vida sintética, em
2008, portanto antes da publicação da pesquisa) (reportagem
da BBC).
A Revista Nature entrevistou 8 experts
em biologia sintética e todos concordaram que a pesquisa é um grande avanço,
que abre perspectivas para o futuro, mas, como disse George
M. Church, geneticista da Harvard Medical School, ainda se trata de
uma forma de vida bastante simples e semi-sintética (o DNA da Mycoplasma
mycoides é totalmente sintético mas o resto do material da célula, outros
99%, é o mesmo da Mycoplasma capricolum) (leia
entrevista completa na Nature). Evidentemente, esta pesquisa levanta
questões éticas e filosóficas sobre a definição de o que é a vida (livro
sobre o assunto do físico Erwin Schrödinger, na Wikipedia,
escrito em 1944, antes da descoberta do DNA), bem como questões práticas sobre
os perigos que a aplicação da técnica pode trazer para o meio-ambiente.
O Correio
Brasiliense entrevistou Daniel G. Gibson. Gibson disse que esta pesquisa
abre a perspectiva para criação, no futuro, de organismos sintéticos mais
complexos, que podem ter aplicações extraordinárias, como produção de energia,
limpeza do meio-ambiente e fabricação de produtos farmacêuticos.
Venter liderou anteriormente o Celera
Genomics Group (Celera
Corporation na Wikipedia), consórcio privado que competiu com o Projeto
Genoma Humano (em inglês na
Wikipedia, página
oficial), contribuindo para a aceleração do mapeamento da sequencia de DNA
da espécie humana, alguns anos antes do previsto.
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