Pesquisa sobre câncer ganha redes nacionais que integram bancos de informações de tumores e casos
Por Renato Fabiano Matheus
11 de novembro de 2006
Belo Horizonte, 11/11/2006: A Rede Nacional de Bio-reposítórios, apoiada pelo Hospital do Câncer A. C. Camargo, e o Protocolo Completo do Melanoma (câncer de pele), coordenado pelo Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM) (ou Grupo Brasileiro Multidisciplinar e Multicêntrico de Estudo do Melanoma), são duas iniciativas para integração de bancos de dados com informações sobre casos de tumores cancerígenos no Brasil. O sucesso de tais iniciativas depende da adesão de um grande número de centros de pesquisa e de tratamento oncológico, e mostram a importância da integração de dados sobre casos, que incluem perfis de pacientes e características dos tumores, para se avançar no cambate à doença.
"A pesquisa sobre câncer ganhará um impulso importante em 2007. O projeto da Rede Nacional de Biorrepositórios, empreendido pelo Hospital do Câncer A. C. Camargo, de São Paulo, pretende integrar informações de bancos de tumores de 11 Estados, facilitando projetos cooperativos com enfoque em estudos em oncologia. " (Fonte: Agência FAPESP, por Fábio de Castro, 10/11/2006).
Retomando o assunto Rede Nacional de Bio-reposítórios, segundo pesquisador envolvido no projeto, em relato à Agência FAPESP, reproduzido a seguir: "“Com a criação da rede, que interligará as primeiras seis instituições já em 2007, a pesquisa em oncologia no Brasil terá um impulso muito importante. Seremos capazes de fazer pesquisa colaborativa, de estudar tumores raros, cruzar dados e reunir amostras suficientes para pesquisas abrangentes”, disse Antonio Hugo Campos, coordenador do Banco de Tumores do Hospital do Câncer, à Agência FAPESP.
A nova rede funcionará como uma intranet, que reunirá dados das amostras dos bancos de tumores de diversas instituições espalhadas pelo Brasil. “A idéia é criar uma estrutura descentralizada para a coleta e o armazenamento dos tumores, disponibilizando toda a informação”, disse Campos. O primeiro encontro entre os interessados na criação da rede foi realizado em abril. Desde então, a equipe do Hospital do Câncer tem trabalhado na mudança do programa de gerenciamento de seu Banco de Tumores. “Era necessário fazer isso antes de o programa da rede ser disponibilizado”, explica Campos. O hospital paulistano terá um centro de informática responsável pelo gerenciamento da rede, mas os pequenos servidores ficarão em cada uma das instituições. Os participantes realizarão em breve um novo encontro para decidir as etapas de controle de qualidade de armazenamento e transportes da amostra.
“Uma das vantagens da rede é que ela criará um padrão nacional de qualidade dos critérios de armazenamento, gerando dados muito mais confiáveis para a pesquisa”, disse Campos. Os pesquisadores de instituições federais, estaduais e fundações privadas que participam da criação da rede são provenientes de 11 Estados: São Paulo, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Santa Catarina.
Modelo de qualidade
O Banco de Tumores do Hospital do Câncer é o maior do país, com cerca de 10 mil amostras tumorais de todos os tipos. A base faz parte do Centro Antonio Prudente para Pesquisa e Tratamento do Câncer, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP. A base foi criada há oito anos devido à necessidade de alta qualidade da preservação do material. “Quando começou a onda de seqüenciamento do genoma para estudos genéticos, com técnicas refinadas como microarray, o armazenamento tradicional em parafina, que não preserva o RNA, ficou obsoleto e foi substituído pelo congelamento em criotubos a 140 graus centígrados negativos. O banco surgiu dessa necessidade”, conta Antonio Hugo Campos. Com a experiência acumulada em oito anos, o Banco de Tumores do Hospital do Câncer se tornou referência para médicos e profissionais da área de saúde de outras instituições. “Constatamos que havia demanda alta e, considerando que o câncer no Brasil tem diferenças regionais consideráveis, percebemos que seria interessante montar uma rede nacional para compartilhar o know-how e aumentar a quantidade de casos acessíveis para estudos”, disse Campos." (Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=6326)
Comentários
Escrito por Visitante em 2008-10-14 10:48:05Estou pesquisando sobre câncer e muito preocupado, o câncer (mama)foi detectado em minha mãe em 1994, ela teve q retirar o seio esquerdo, fez todo tratamento aqui em São Luís - MA, foi dolorido o processo, depois retomou a vida normalmente. No ano passado decobriu-se a doença na coluna vertebrada, continua em tratamento e os últimos exames mostrar que o câncer progrediu, atingindo as costelas e cabeça e toda coluna. Encontrar a rede para mim é mais uma esperança, peço por gentileza que me indique um local onde podemos investigar melhor este caso, existe algum tratamento novo, este tipo de câncer é raro?? Por favor ajude-me, não sei mais o que fazer e tenho que minimizar o declínio emocional da minha mãe. Fico no aguardo, esperando qualquer sinalização ou nformação,