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Belo Hozizonte, 3/10/2006: notícias online indicam crescente interesse internacional, privado e de governos, em controlar propriedades, preservar e extrair riquezas da Amazônia. Os interesses são os mais diversos, desde extração de metais até preservação da Floresta nativa. Neste momento, o secretário do Meio Ambiente britânico, possível sucessor de Blair, David Miliband, divulga seus planos para a internacionalização da Amazônia, em encontro no México. A preservação da Amazônia, certamente, merece a atenção de ecologistas e estadistas do mundo todo, mas, por uma questão de soberania em relação às riquezas do Brasil, é uma prerrogativa e responsabilidade de políticos e cidadãos brasileiros. Mas como os brasileiros estão cuidando da parte da Amazônia que está em seu território?
Governo inglês divulga plano para privatizar a Amazônia, Folha de São Paulo, 3/10/2006: "O governo inglês, por meio de David Miliband, secretário de Meio Ambiente britânico, divulgou na semana passada no México um plano para transformar a floresta amazônica em uma grande área privada. [...] A proposta inglesa, que conta com o aval do primeiro-ministro Tony Blair, visa a proteger a floresta, segundo Miliband. O próprio político admitiu que a idéia está em seu estágio inicial e que será preciso discutir as questões de soberania da região com o Brasil. O plano prevê que uma grande área da Amazônia passaria a ser administrada por um consórcio internacional. Grupos ou mesmo pessoas físicas poderiam então comprar árvores da floresta." (Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15277.shtml) Miliband [Secretário do Meio Ambiente Britânico] promove plano para comprar florestas tropicais (em inglês, " Miliband promotes plan to buy rainforests"), Daily Telegraph, 1/10/2006: "Os ministros estão propondo um extraordinário esquema para controlar a mudança climática no qual a floresta Amazônia seria transformada em uma área administrada internacionalmente, com suas árvores podendo ser vendidas para indivíduos e grupos. Os planos para venda em larga escala e "privatização" da floresta tropical serão apresentados por David Miliband, Secretário do Meio Ambiente britânico, em um encontro no México, esta semana. O esquema, apoiado por Tony Blair, busca proteger as plantas e a vida selvagem do desmatamento. [...]" (tradução livre). Original em inglês: " Ministers are proposing an extraordinary scheme to tackle climate change in which the Amazon rainforest would be turned into an international trust and its trees sold to individuals and groups. Plans for the wholesale "privatisation" of the rainforest will be raised by David Miliband, the Environment Secretary, at a summit in Mexico this week. The scheme, endorsed by Tony Blair, aims to protect the plants and wildlife from logging. [...]" (Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2006/10/01/namazon01.xml) Em paralelo, como divulgado no próprio sítio do Daily Telegraph, há ONGs, como a AIRR - Amazon International Rainforest Reserve -, que estão recebendo doações em dinheiro, a fim de comprar porções de terra da Floresta Amazônica: http://www.amazonrainforest.org/. Por outro lado, são verdadeiras as preocupações de cientistas e ecologistas com os impactos que o desmatamento e a cultura de grãos na Amazônia, principalmente a soja, podem ter no clima global, como noticiado, por exemplo, em 19 de setembro último no sítio da NASA.
  (Fonte: http://www.nasa.gov/centers/goddard/news/topstory/2006/amazon_crops.html) O que pode alertar ainda mais os brasileiros é a possível indicação de David Miliband como sucessor de Blair, no cargo de primeiro ministro, como noticiado pela revista mexicana Proceso, em 18 de setembro: "Ainda que Blair diga publicamente que apoia Brown como seu sucessor oficial, suas afirmações indicam que ele, na realidade, prefere Miliband, principalmente por suas habilidades como orador e pacificador, e seu domínio da área econômica" (tradução livre). Trecho original em espanhol: "Aunque Blair diga públicamente que apoya a Brown como su sucesor oficial, sus allegados coinciden en que es, en realidad, Miliband el candidato a quien más admira, principalmente por sus habilidades como orador y pacificador, y su buen dominio en áreas de Economía." (Fonte: http://www.proceso.com.mx/noticia.html?nid=44126&cat=0) Essas notícias parecem transformar os rumores de privatização e internacionalização da Amazônia em um assunto sério de política e economia internacional. Nesse momento, muitas perguntas estão em aberto, como: O que é mito e o que é realidade sobre a internacionalização e a privatização da Amazônia? Além disso, o que está a caminho? O que os brasileiros e seu governo estão fazendo pela Amazônia? Quem são atualmente os donos legais da terras da Amazônia? Quais são os interesses das diferentes ONGs e dos diferentes grupos de pesquisadores internacionais na Amazônia? Qual o desmatamento anual?
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Renato Fabiano Escrito por admin em 2006-10-10 23:54:36 "Desmatamento na Amazônia registra redução de 31%", por Cecília Jorge, repórter da Agência Brasil: "Brasília - desmatamento na Amazônia sofreu redução de 31% de 2004 para 2005, segundo dados divulgados hoje (5) pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. No ano passado, foram derrubadas 18.793 quilômetros quadrados de árvores contra 27.429 quilômetros quadrados em 2004. A ministra destacou que essa é a primeira grande queda em nove anos. [...]" (Fonte - Radiobrás / Agência Brasil: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/09/05/materia.2006-09-05.3027185943/view) | Renato Fabiano Escrito por admin em 2006-10-10 23:51:44 Com o título "Brasil dá importante passo para discussão de metas de redução de desmatamento", em notícia publicada em 1/10/6 no sítio da ONG, o Greenpeace reconhece os esforços do governo brasileiro: "Representantes do governo brasileiro, presentes em um workshop organizado pelo secretariado da Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU em Roma, lançaram nesta quinta-feira uma proposta para a criação de um mecanismo que ajude os países em desenvolvimento a diminuir suas taxas de desmatamento. A idéia é simples: países que conseguirem reduzir suas taxas de desmatamento abaixo de determinado limite, por um período de tempo definido, seriam recompensados com recursos vindos de um fundo formado por contribuições voluntárias dos países desenvolvidos." (Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/greenpeace-brasil-clima/noticias/brasil-da-importante-passo-par) | Renato Fabiano Escrito por admin em 2006-10-10 23:46:59 A Folha de São Paulo, que já publicou diversas matérias relacionadas à internacionalização da Amazônia (http://busca.folha.uol.com.br/search?q=%22internacionaliza%E7%E3o+da+Amaz%F4nia%22&site=online&src=redacao), publicou, em 10/10/6, reportagem informando que as desastradas afirmações do primeiro ministro britânico teriam sido desmentidas pelo mesmo, contudo não oficialmente. Além disso, a reportagem afirma que "Miliband acabou precipitando sem querer um debate internacional que o governo brasileiro esperava ver tomar corpo só no mês que vem: como países detentores de florestas tropicais podem receber dinheiro da comunidade internacional pela redução no desmatamento --e sem vender suas matas a estrangeiros." O Brasil, por outro lado: "Em novembro, numa reunião da Convenção do Clima da ONU em Nairóbi, Quênia, o governo brasileiro vai dizer qual é a sua proposta. Ela gira em torno da criação de um mecanismo voluntário pelo qual os países ricos, que têm metas de redução de emissões de gases-estufa a cumprir pelo Protocolo de Kyoto, compensem países detentores de florestas tropicais (virtualmente todos subdesenvolvidos) que tiverem reduzido seu desflorestamento abaixo de um nível x por um determinado período. Não se sabe se o dinheiro viria de um fundo (opção favorita do Brasil) ou de algum mecanismo de mercado (que o governo não quer mas tampouco descarta). O dinheiro seria usado para que os membros do "Clube dos Redutores do Carbono de Floresta", como já é apelidada a potencial associação de nações, desenvolvam economias florestais não-predatórias." (Fonte: http://www1. folha.uol. com.br/folha/ ciencia/ult306u1 5333.shtml) |
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