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Política e cidadania no Brasil
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Por Renato Fabiano Matheus
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26 de março de 2012 |
"A QUANTAS (NÃO) ANDA O METRÔ DE BH"? E POR QUÊ?
A revista "The Atlantic" publicou reportagem sobre um estudo
que mostra que jovens norte-americanos
- parte da chamada geração Y -
estão reduzindo a busca pela primeira habilitação e pela compra de carros nos primeiros anos da fase adulta.
Seria apenas reflexo da crise econômia atual ou parte de uma tendência duradoura e, quiçá, de uma esperança para fugirmos do caótico trânsito do dia a dia?
Apesar de ser evidente hoje que a mobilidade urbana é um problema complexo, que exige soluções integradas, parece também claro que os metrôs são parte da solução para transporte em massa.
Enquanto isso, em Belo Horizonte, a população continua carente de ciclovias e de transporte público
eficiente e integrado, especialmente um METRÔ que interligue as princiapis regiões da cidade
e funcione 24 hs por dia.
A inércia atual mostra que nem o "bonde" da Copa de 2014, com várias obras de mobilidade urbana,
nem tampouco as
eleições municipais deste ano de 2012. BH continua perdendo o metrô da história... Apesar da divulgação, feita durante visita à capital,
de que
a presidente Dilma teria liberado R$ 3,16 bilhões para o metrô de Belo Horizonte, neste momento o que se vê são apenas os tradicionais engarrafamentos, ônibus e pontos lotados,
pessoas em pé; enfim, parte da população que depende do transporte público enfrentanto uma verdadeiro calvário de várias horas por dia.
E nada de edital ou obra da linha 3 à vista.
| Mapa do metrô de BH atualmente |
Expansão das linhas 2 e 3, com trechos subterrâneos que atenderiam bairros Savassi, Pampulha e Santa Tereza |
Transporte sobre trilhos em São Paulo |
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Afinal, essa seria uma teoria da conspiração, ou a Prefeitura de BH,
junto com a BHTrans, e as empresas de transporte urbano de BH não estão priorizando o metrô, como necessidade
urgente para a mobilidade urbana em BH, prejudicando assim a população e a economia da cidade e de Minas pelos próximos anos???
A falta de ações e obras concretas para o metrô, contrabalanceada por notícias e ações tempestivas associadas a corredores para ônibus e o as vias de trânsito rápido para os ônibus (BRT), inclusive relativa às
obras de mobilidade para a Copa de 2014, parecem indicar que a prioridade em
BH continua sendo beneficiar o transporte por ônibus, o que talvez indique uma negligência com o interesse público e as necessidades da cidade,
da população e das empresas (exceto as empresas de ônibus).
Na contra mão desses fatos relativos ao metrô, e à priorização para o transporte por ônibus que se pode inferir, uma reportagem antiga da Revista
Veja, intitulada os barões do transporte urbano, mostra BH como um modelo exemplar
de concorrência pública para se acabar com o monopólio do transporte urbano por ônibus!!!
Enquanto isso, a página na Web do Metrô de BH está inativa neste momento, e o endereço leva para uma página geral da CBTU.
A página oficial que trata de expansão de linhas e capacidade, contém apenas notícia antiga baseada em projetos feitos com base em dados de 1992 e 1995!!!
O fato de o
governador Antônio Anastasia e o prefeito Márcio Lacerda terem anunciado anunciaram em setembro de 2011
que o edital para expansão do metrô sairia até janeiro de 2012 não se concretizou até o momento.
Finalmente, notícia do site do PT, sobre audiência pública na Assembléia Legislativa,
é notícia antiga.
Além de tudo, segundo o jornal Estado de Minas publicou em
2011, o
terminal do metrô de Contagem ficaria de fora de qualquer projeto ou edital imediato.
Todas essas notícias ainda trazem à memória alguns outros problemas, como: o dia em que quando todas as estações ficaram fechadas por 3 horas por falta de energia; e um dia em 2010 que
o trem metropolitano de Belo Horizonte ficou sem circular novamente por 3 horas devido ao roubo de uma peça do sistema de transmissão.
De forma surpreendente, contrariando o que ocorre hoje, onde a tendência é cada vez mais o comércio e a vida noturna movimentarem a economia 24 horas,
o horário de funcionamento do metrô de BH inicia-se pouco antes das 6:00 hs da manhã e se estende até as 23:00 hs.
Afinal, a população, as empresas e o governo de Belo Horizonte e de Minas Gerais querem realmente e sentem a urgência de uma grande e imediata expansão do metrô na capital dos mineiros?
Leia mais:
- blog comparando as linhas de metrô de BH com
o transporte sobre trilhos (metrô superfício, subterrâneo e trens) em São Paulo.
-
anel rodoviário e obras orientadas para transporte por ônibus continuam sendo problema.
- fale com o Ombudsman da BHTrans.
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Por Renato Fabiano Matheus
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21 de dezembro de 2010 |
Para conhecer a motivação para criação do Wikileaks (na Wikipedia) e parte da cultura
dos hackers, uma boa opção é ler o livro "Underground: tales of hacking, madness
and obsession on the electronic frontier" (PDF grátis, Amazon), escrito por Suelette
Dreyfus, com pesquisa de Julian Assange. Assange é jornalista,
ativista da liberdade de imprensa e hacker na juventude (codinome "Mendax", pelas
atividades do qual Assange
chegou a ser condenado na justiça australiana). Assange é hoje mais
conhecido por ser o criador do Wikileaks(1), criado em
2007, que recentemente publicou milhares de documentos da diplomacia dos
Estados Unidos, evento conhecido como Cable Gate, quando foram
publicados telegramas e mensagens secretas trocadas entre embaixadas e o
governo norte-americano.
O Wikileaks,
por sua vez, é uma organização sem fins lucrativos dedicada a trazer ao público
e à imprensa informações secretas via Web, buscando garantir,
concomitantemente, a segurança e o anonimato das pessoas que são as fontes de
informação. A idéia é tornar públicas informações secretas de instituições como
governos e a igreja, que possam estar ligadas a desvios de conduta, crimes, injustiças,
censura, assassinatos, corrupção, e que tenham importância ética, política, ou
histórica.
Essa justificativa (e talvez parte dos métodos do Wikileaks para conseguir informações) está ligada ao
histórico de vida de Assange,
como ativista político, jornalista e hacker. A história de Assange e do Wikileaks contém vários eventos polêmicos. Por
exemplo, quando o Wikileaks publicou os documentos do Cable Gate,
Assange foi preso por
denúncias de crimes sexuais – Assange garantiu que a
prisão teve motivação político-ideológia devido às ações do Cable Gate–; como reação à prisão, um grupo de hackers
(Anonymous, na Wikipedia) atacou de forma
coordenada sites de empresas que deixaram de oferecer suporte financeiro
ao Wikileaks (e.g., Visa, Paypal) usando o ataque
conhecido como negação de serviço (DoS, do inglês
Denial-of-service). Em outro caso, Daniel Domscheit-Berg,
ex-colaborador de Assange
no Wikileaks, também hacker e
ativista da liberdade de informação, saiu do Wikileaks
acusando o projeto de se afastar de suas motivações originais. Domscheit-Berg então
criou o OpenLeaks (na Wikipedia; críticas
de Berg a Assange), que neste momento ainda não está em operação...
Mas não se deve esquecer que as questões
dos limites éticos, morais e legais das atividades de hackers e da garantia
da liberdade de expressão (freedom of speech)
e acesso à informação vão muito além do Wikileaks.
São questões essenciais para a sociedade humana, para os povos e países, e para
a realização de uma sociedade aberta(2).
Afinal, os funcionários dos
governos podem esconder, manipular e criar informações em nome da democracia e da
defesa do povo ou país, criando fatos e dados falsos para justificar guerras e
invasões? Ou, por outro lado, os governos têm o direito de manter informações
secretas e restritas, a fim de garantir a segurança de seu povo e apoiar a
formulação de suas estratégicas geo-políticas, apesar de possíveis crimes e
desvios de conduta? Afinal, quais informações podem ou não, devem ou não, ser
mantidas em segredo ou divulgas?
Referências adicionais
(1)
Para pesquisas acadêmicas e informações para especialistas em
sistemas e informação: visualização
gráfica de dados sobre o Cable Gate e outros dados; buscas
de “Wikileaks”: Google+“análise
de redes sociais” , Google+”visualização
de dados”, Scholar+”análise
de redes sociais”; info-gráfico
interativo do “The Guardian” sobre a guerra no Afeganistão, onde pode
ser feito download dos dados; como
analisar os dados do Wikileaks com SPARQL; porque não fazer análises dos
dados do Wikilekis/Cable Gates.
(2)
Leia mais sobre sociedade aberta em Noam Chomsky, linguista, filósofo e
ativista político (na Wikpedia,
artigos de Chomsky);
críticas a Chomsky; Chomsky no Google;
idéias
de Chomsky sobre o Wikileaks e no google.
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Por Renato Fabiano Matheus
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05 de março de 2008 |
O projeto PL-2441/2007, que tramita na Câmara dos Deputados, permite derrubada de vegetação primária na Mata Atlântica.
A aprovação do projeto do deputado federal por Santa Catarina Celso Maldaner permitiria, por exemplo, a derrubada de Mata Atlântica nativa para uso em galpões e outras instalações existentes em pequenas propriedades. Ou seja, permitiria, por exemplo, a destruição de parte da biodiversidade da mata para sustentação de telhados.
Sem deixar de ser considerar as limitações que os proprietários que vivem em áreas protegidas têm, tal tipo de manutenção poderia ser feita com madeiras reflorestadas de áreas alternativas, e não com madeira da própria mata.
Adição recente feita ao projeto, por meio do PL-2751/2008, permitiria ainda, no caso de vegetação secundária em regeneração, "o corte e exploração do Bioma Mata Atlântica realizados para manejo de pastagens e para cultivos agrículas em terras já ocupadas por atividades agropecuárias até o ano de 2006.". Neste caso, o projeto poderá impedir a eventual recuperação de áreas anteriormente desmatadas.
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Por Renato Fabiano Matheus
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30 de outubro de 2006 |
Agência Câmara, 27/10/2006: "O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que retoma suas atividades normais na próxima semana, já recebeu as defesas de 66 dos 67 deputados acusados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas. Falta apenas a defesa do deputado Cabo Júlio (PMDB-MG). Todos os acusados negam as denúncias. Alguns responsabilizam seus assessores por recebimento indevido de dinheiro, outros afirmam que os depósitos têm outras finalidades, como contribuição de campanha. " Escrever Comentário (0 Comentários) |
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Por Renato Fabiano Matheus
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03 de outubro de 2006 |
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Belo Hozizonte, 3/10/2006: notícias online indicam crescente interesse internacional, privado e de governos, em controlar propriedades, preservar e extrair riquezas da Amazônia. Os interesses são os mais diversos, desde extração de metais até preservação da Floresta nativa. Neste momento, o secretário do Meio Ambiente britânico, possível sucessor de Blair, David Miliband, divulga seus planos para a internacionalização da Amazônia, em encontro no México. A preservação da Amazônia, certamente, merece a atenção de ecologistas e estadistas do mundo todo, mas, por uma questão de soberania em relação às riquezas do Brasil, é uma prerrogativa e responsabilidade de políticos e cidadãos brasileiros. Mas como os brasileiros estão cuidando da parte da Amazônia que está em seu território?
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